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Yangju | Nação do Ar — W²

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Distrito Yangju

pulvis et umbra sumus”
E do pó que viemos e ao pó retornaremos.

Morada dos Corvos


O Distrito Yangju, chamado também de Distrito dos Sombrios ou poeticamente como a Morada dos Corvos, é o menos visitado da Nação do Ar, localizado na Tribo Norte. Seu lema, gravado em pedra nas portas do Palácio da Cachoeira, ecoa como um sussurro ancestral: “Pulvis et umbra sumus et umbra sumus” — E do pó que viemos, ao pó retornaremos. Yangju foi o último entre todos os distritos a definir um governo formal. Desde sua fundação, os herdeiros do Ministro original mantinham-se deliberadamente afastados da política, guiados por uma filosofia de acolhimento aos que não se encaixavam nas estruturas rígidas dos demais distritos. Por isso, Yangju sempre foi um território mesclado, fluido, sem linhas claras — um refúgio para os deslocados, os esquecidos, os indesejados. A virada histórica ocorreu quando o enigmático Ministro Leong assumiu o trono do dia para a noite, sem aviso, sem cerimônia. Com ele, os Sombrios deixaram de ser apenas observadores e passaram a se alinhar com os demais distritos, assumindo a função de punidores oficiais da Nação do Ar. Tornaram-se os donos dos presídios, tanto no Norte quanto no Sul, e com isso, passaram a receber metade dos bens de todos os condenados — uma prática que os transformou em grandes empreendedores. A economia de Yangju gira em torno de vendas e raramente em compras. São conhecidos como os “Agiotas” da Nação do Ar, operando sistemas de empréstimos que se estendem para além do universo elementar. Outra fonte de renda vem da comercialização de pedras preciosas, com destaque para os diamantes extraídos das cavernas ocultas sob o Rio das Memórias Perdidas. E, como se não bastasse, Yangju também domina o mercado de serviços funerários, com Casas Funerárias tanto no mundo mágico quanto no não mágico — um negócio silencioso, mas extremamente lucrativo. O distrito é governado por duas famílias principais: Leong e Leung, que mantêm uma disputa constante e velada pelo controle absoluto. Ambas são influentes, discretas e perigosamente estratégicas. A política em Yangju não se faz com discursos — se faz com silêncio, contratos e olhares que dizem mais do que palavras. O Palácio dos Sombrios está construído no alto de uma cachoeira, cujas águas descem do mítico Rio das Memórias Perdidas. O lugar é envolto por uma névoa constante, e o sol forte nunca brilha ali — como se o próprio tempo respeitasse o luto eterno que paira sobre o distrito. As ruas são estreitas, as construções em pedra escura, e os corvos que sobrevoam os telhados são considerados mensageiros dos mortos e guardiões dos segredos. Os membros de Yangju costumam se formar em Administração, Contabilidade e Biologia, áreas que refletem sua vocação para controle, cálculo e compreensão da vida e da morte. São frios, metódicos e extremamente eficientes. Mas também são cultos — muitos dominam línguas antigas, estudam filosofia sombria e mantêm bibliotecas ocultas com registros que não existem em nenhum outro lugar da Nação do Ar. O Distrito Yangju não é apenas um lugar — é um estado de espírito. Um lembrete de que toda luz projeta sombra, e que até mesmo a justiça precisa de mãos firmes para ser aplicada. Na Morada dos Corvos, o silêncio é lei, e o pó é destino.




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