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Osismiidunum

No ano 50 da era comum, Júlio César tomou a cidade de Alésia e colocou o chefe Vercingetórix sob seu jugo, consolidando a conquista da Gália por Roma e o início da assimilação total do povo e da cultura gauleses. 

 

Os druidas remanescentes de toda a Gália se uniram e recorreram à medidas drásticas para evitar que a cultura e os conhecimentos ancestrais do seu povo se perdessem com a crescente e inevitável influência romana. No território da última tribo celta a resistir à influência de Roma, os Osísmios (onde hoje é o extremo oeste da Bretanha francesa), construíram a sua derradeira fortaleza céltica, onde poderiam sobreviver à Roma. O lugar foi chamado de Osismiidunum ("Fortaleza dos Osísmios"), em homenagem ao povo que lhes deu aquela terra.

 

A comuna prosperou, isolada do mundo exterior graças à densa floresta encantada pelos druidas que impede a chegada de qualquer um que não conheça o caminho. O povo do lugar crê que a floresta conta com a proteção da deusa-urso Artio. Só se pode atravessar a floresta e chegar no povoado sendo guiado por alguém de dentro. E no início foi o que aconteceu, com os druidas trazendo refugiados de toda a Gália que desejavam manter acesas as antigas chamas de seu sangue gaulês.

 

Por dois milênios, sob comando político da elite druida, a comuna viveu isolada do mundo e pouco mudando em sua estrutura. É um dos poucos lugares do mundo onde o estatuto de sigilo não tem aplicabilidade. Bruxos e trouxas convivem juntos e muitas vezes esses conceitos até se confundem e/ou são estranhos ao povo.