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FÜR ALLE EWIGKEIT.



ATO ÚNICO
(Entra o bardo com seu alaúde, acompanhado se um gato e um asno. Sob a janela de sua dama celeste, ele professa um breve poemeto).

BARDO DO HARZ:
Senhora! Minha senhora, amo-te desde a primeira hora; Não o vês? Dobro os sinos por vós e até faço desatar os nós que a nós o destino há de tecer;
Deixe-me lhe dizer: Até deixo essa casca de noz, só para que com vós eu possa viver; Eu, infame criatura atroz, que em nenhuma outra vi tremeluzir como em vós, o brilho que emana o saber; a liberdade!
Essa tem vosso nome — faz até o algoz tremer. Ele chora, deita e rola, depois já não quer mais saber; Tens o nome da felicidade, e no semblante, os sonhos que os homens almejam conceber; De feroz só tenho o instinto, tenho dito — e a todo resto que vós quereis amansar —, não desejo mais do que possas me dar a vossa vontade e querer;
Vós que a todos nós enfeitiça, ora a olhar, ora a falar. Eu, que sou mestre em palear sei bem, tem peso as palavras ditas com o olhar. Este, que usas muito bem! Assim eu me disponho sob vós, para vós, por vós, a senhora de todos nós! A musa do saber!